Trabalho e saúde na Educação



                                                                                                                  por Paulo César Almeida


A sociedade e as políticas públicas atuais traçam metas e objetivos, que por muitas vezes não conseguem ser alcançados, o que frequentemente acaba gerando a sobrecarga dos docentes. Além disso, o trabalho do professor extrapola a sala de aula, na preparação de aulas e avaliações, o que acaba aumentando sua jornada. Devemos levar em conta também, que este profissional possui várias turmas, em diferentes níveis e turnos, o que acarreta um volume maior de trabalho, dedicação e esforço intelectual. Hoje em dia, o professor não apenas participa do processo de aprendizagem do aluno, mas também tem que articular-se com a comunidade e participar da gestão e do planejamento. Ele tornou-se o principal responsável pelo sucesso do aluno, embora não lhe sejam fornecidos os meios pedagógicos necessários, a metodologia tenha se tornado mais diversificada e a jornada de trabalho mal remunerada. Somando-se a isto, há inúmeros revezes, como um processo de inclusão mal implantado, o elevado número de alunos por turmas, a infra-estrutura física inadequada, o desinteresse e ineficiência da família em acompanhar a vida escolar de seus filhos e achar que somente a escola é responsável pelo aprendizado, o que acaba gerando indisciplina cada vez maior e uma visão desvalorizada do educador. Por todos estes fatos, cada vez mais se tornam comuns, sentimentos de ansiedade, depressão, angústia, esgotamento, nervosismo, desilusão e desencantamento com a profissão. No ambiente em que trabalho é comum os docentes apresentarem problemas de rouquidão e doenças do aparelho respiratório, uma vez que o estresse afeta seu sistema imunológico. O absenteísmo também é grande entre alguns docentes com problemas psicológicos ou psiquiátricos, que por muitas vezes simplesmente saem de algumas salas durante a aula e vão embora, alegando que surtariam caso continuassem. Segundo LANDINI, 2066, p.5, “Os processos de desgaste físico e mental do professores representam conseqüências negativas não somente para os professores, mas também para o aluno e para o sistema de ensino. Os custos sociais e econômicos podem ter múltiplos desfechos: absentismo, acidentes e enfermidades diversas, físicas, comportamentais e psíquicas."

                                       
                                                                                   http://www.youtube.com/watch?v=_PJ9twoYa9Q

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